quarta-feira, 10 de março de 2010

Barbárie tecnológica

Bom, depois de um consentimento da minha falta de noção, que me faz ter idéias mirabolantes todas as horas, embora nenhuma delas dê algum resultado, resolvi que vou postar no Blog freqüentemente – diga-se todo dia – embora ninguém vá acreditar nisso, porque eu realmente pareço uma alcoólatra e sempre digo a mesma coisa, semana após semana, e nunca cumpro porra nenhuma. Acho que vou me candidatar a vereadora. Enfim, postarei assim todos os pensamentos da minha mente desconexa e sem escrúpulos, uma vez que postar alguma coisa decente todos os dias tirara meu tempo e minha animação, a qual já anda cabisbaixa.

Nota 1 do dia: eletroeletrônicos me odeiam. De verdade. Eu não sei se nasci com alguma carga elétrica, tipo naqueles filmes que as pessoas levam choques e depois conseguem ligar a tomada da torradeira no nariz, só que com um efeito reverso, mas algo no meu DNA não tá certo em relação a isso. Acredito que no meio dos meus cromossomos ta criptografado alguma coisa como: “Estritamente proibida a utilização de eletroeletrônicos no estabelecimento.”
Juro, to muito puta. Mas puta mesmo. Eu podia dar um chute em alguém. Pouco tempo atrás, o carregador de bateria do meu notebook, numa revolta da Chibata eletrônica, resolveu que não queria mais aquela vida. E então, numa última lufada de carga, desligou. E esse foi só o começo de uma longa e dura jornada de desventuras tecnológicas. A tecnologia não gosta de mim. Depois disso, o carregador universal – a solução pro mesmo puto problema – quebrou. Sim, ela quebrou, e só funcionava nas tentativas mais bizarras e escrotas, tipo colocando as pernas por cima dos livros da escrivaninha. Parecia que o plano era realmente vingança. Depois de algumas semanas, eu realmente achei que aquela maré de azar eletrônico tinha se jogado ao relento. Bom, ela não tinha. O que me deixou mais puta, porque, porra, custa então quebrar essa merda toda ao mesmo tempo? Me poupa sofrimento. De verdade, Placa Mãe, se você tiver lendo isso, só peço que acabe com o sofrimento. Enfim, algumas semanas depois do episódio da bateria esdrúxula que quebrou em menos de uma semana, eu resolvi que queria uma guitarra... de Guitar Hero. O que é muito nerd. Porque se fosse uma guitarra, até seria entendível. Sabe, sair, fazer aula, socializar. Mas não, eu queria uma guitarra pra jogar sozinha. Enfim, após o presente comprado, eu me dei conta que não tinha o CD. Comprei o pirata no camelô, porque o preço de um original é abominavelmente caro, o que não se faz entendível, porque eu realmente não entendo o que, por esse preço, existe nesse CD. Alguma mensagem subliminar da CIA, um curso secreto criptografado ou algo do gênero? Comprei o CD e fui pra casa testar. A instalação durou meia hora e, após concluída, dava mensagem de erro por insuficiência de sistema. De verdade? Meu sistema consegue ser tão, ou mais, incompetente do que eu. Depois disso, resolvi então que precisava de um vídeo-game. Comprei. E ai o que aconteceu? Ele não roda nenhum CD.
Sem o jogo, eu precisei de alguma coisa pra me distrair. Assisti todos os episódios da segunda temporada de Prison Break, todos os de Supernatural, todos os de Café com Aroma de Mu... não. Enfim, gastei todo meu tempo escasso com idiotices e futilidades. Até que, ao mesmo tempo, num ataque ciborgue da Lady Murphy, vi o episódio errado de Prison Break, onde ele dava o resumo de toda a temporada a qual iria começar a ver, ou seja, estraguei totalmente o caralho da série e, simultaneamente, a lâmpada de LCD do meu notebook queimou e ele ficou inelegível.
Agora eu me pergunto: existe algum Santo da Tecnologia o qual eu ofendi? De verdade, São Miguelsoft e Santo Antosony não sintam-se ofendidos pelas barbáries de uma reles mortal. Só faço um simples apelo: DEVOLVA MINHA DIGNIDADE ELETRÔNICA.

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Ao som de: Lady Gag... não. Good Times Bad Times – Led Zeppelin

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