sábado, 26 de junho de 2010

Sincronizando-nos, um a um

Não gosto de surpresas. Gosto do que é constante, do que é repetende, sincronizado, exato. Gosto da rotina, do sempre, do 'de novo', do 'repeat' do meu rádio surrado onde escuto as mesmas músicas velhas de sempre. Gosto do lápis de cor que tem força para durar quatro anos seguidos e ainda deixar marcas permanentes que nem uma borracha inacabável apaga. Gosto do que é remendado, gasto, usado, conhecido. Não gosto de mudança. Mudança é uma palavra nova, e eu não gosto do novo. Gosto da nostalgia do velho, da poesia do antigo. Do ser. Porque o ser é eterno, ele é, e o que é, não deixa de ser. Gosto da experiência, contínua. Realmente não gosto de surpresas, embora grande parte dos seres humanos seja formado por elas, complementados por uma pitada de egocentrismo e egoísmo. Deve ser por isso que não gosto dos humanos. Nunca gostei.

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Ao som de: Psycho - The Sonics

Nota I: Originalmente postado em 29 de março de 2009.

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